Projeto Amazônia com Vidas, do ICET, é selecionado pelo Desafio Vale de combate ao Coronavírus

Iniciativa foi contemplada com mais de 40 mil reais para ampliar a capacidade produtiva de álcool em gel e de protetores faciais reutilizáveis para os profissionais de saúde da rede pública e população do município de Itacoatiara 

A solução Amazônia com Vidas, de autoria de docentes do Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia, unidade acadêmica da Ufam no município de Itacoatiara (Icet/Ufam), foi um dos 12 projetos selecionados pelo Desafio Covid-19, da mineradora Vale. O desafio Vale, que contou ainda com a parceria do Hospital Israelita Albert Einstein e da Rede Mater de Saúde, tinha como objetivo catalisar soluções que minimizem os impactos da covid-19 no mundo. O desafio disponibilizou 1 milhão de dólares para soluções que pudessem ser implantadas em até 15 dias após a aprovação do projeto e ser de baixo ou zero custo para o usuário final. 

Proposta da Ufam  
O projeto “Amazônia com vidas” foi uma das 1.858 propostas de soluções avaliadas pelo Desafio Vale e receberá R$ 44.945 mil reais. Com o financiamento, será possível aumentar 20 vezes a produção de proteção facial reutilizável (faceshields) e cinco vezes a produção de álcool em gel. “A Universidade trabalha com voluntários e disponibiliza sua infraestrutura (laboratórios e sala de aulas) para abrigar todos os processos produtivos necessários para combater a covid-19. Desde o início da pandemia, uma equipe de 12 pessoas está envolvida na produção de álcool em gel e de máscaras para serem utilizadas como equipamentos de proteção individual pelos profissionais da área de saúde de Itacoatiara. Mas trabalhávamos com a única impressora 3D que a Ufam possuía e conseguíamos entregar 10 máscaras por dia. Precisávamos de mais máquinas, de impressoras 3D com maior velocidade de processamento para aumentar essa produção. Para a produção de álcool, tínhamos a necessidade de insumos para produção de álcool em gel e de álcool 70° em maior escala para atender todas as unidades básicas de saúde, a população das cidades ribeirinhas da região e afastadas dos centros urbanos. Assim que soubemos do desafio, apresentamos nossa necessidade de investimentos em equipamentos e matérias-primas que poderiam maximizar a capacidade produtiva de 10 para 100 máscaras por dia e ainda aumentar a produção do álcool em gel de 20 para 100 litros por dia, um esforço que, além de proteger de maneira imediata os cidadãos envolvidos nos serviços essenciais, contribuiria para reduzir as necessidades dos municípios e o isolamento de regiões da Amazônia. Ainda bem que nossa Universidade foi contemplada para auxiliar, ainda mais, no combate à essa pandemia”, declarou a professora Elizângela de Jesus Oliveira, uma das idealizadoras do projeto. 

Equipe técnica 
A solução tem ainda como idealizadores os professores Vandermi João da Silva, Flávio Nogueira da Costa, Rute Holanda Lopes Alves, Moisés Israel Belchior de Andrade Coelho, Joel Castro do Nascimento, Jefferson da Silva Coelho, Gleica Soyan Barbosa Alves, Larissa Farias Almeida e Anderson Lincoln Vital da Silva.  

Demais projetos selecionados  
O projeto “Testes em massa”, da empresa Neoprospecta, do estado de Santa Catarina; a solução “Plataforma de Teleatendimento psicológico, da empresa paulista OrienteMe e o projeto “Caixas esterilizadoras”, da equipe de alunos canadenses First Team 1305 estão entre as iniciativas selecionadas. Confira todos os projetos selecionados no link http://www.vale.com/covid19desafio.O financiamento do projeto “Testes em massa” permitirá que a Neoprospecta aumente sua capacidade de testagem de 40.000 para 54.000 pessoas por dia. O recurso destinado à solução “Plataforma de Teleatendimento psicológico”, voltada a oferecer atendimento psicológico via chamada de vídeo ou mensagem de aplicativo a profissionais da linha de frente do combate à covid-19, permitirá a contratação de mais psicólogos para atender maior número de profissionais de saúde em situações de estresse e vulnerabilidade. Serão oferecidas 33 mil sessões de 30 minutos.Já a proposta dos alunos canadenses consiste na tecnologia open source (não-patenteada) de criação de um modelo de caixas esterilizadoras com tecnologia ultravioleta, que podem ser construídas pela própria unidade de saúde (compra-se o kit com os equipamentos e instruções e monta-se na unidade). A proposta receberá recurso que  vai permitir a construção de 50 Kits e a produção será doada para clínicas médicas de pequeno e médio porte no Canadá.